Césio 171


Coisas irritantes
07/02/2009, 17:18
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Sei que não sou a pessoa mais “calma do mundo” e que não sou nenhum parâmetro de comparação sobre coisas irritantes, mas não consigo entender da onde brota tanta gente sem noção.  Gente que não respeita o espaço alheio e que só sabe dizer ” os incomodados que se mudem”.

Confesso que tento, mas não consigo ficar quieta e não olhar com a cara mais feia do mundo para as pessoas que ficam no metrô e nos ônibus ouvindo funks e músicas horrendas em seu MP7s, aqueles celulares da China que tocam, gravam, cozinham e tiram pó. Que bosta. Todo dia tem um funk pior do que o outro.

Telefone

E não é falta de grana para comprar a porra de um fone de ouvido. Estes aparelhinhos custam no mínimo R$ 300,00 na Santa Efigênia (reduto dos eletrônicos made em China de São Paulo).  O negócio é a competição de quem toca o pancadão mais alto.

Há dois meses ganhei alguns convites para o Playcenter (lugar que eu não botava o pé desde os meus 18 anos) e como era de graça, resolvi tentar me divertir. Doce engano!  Todos os moleques das filas dos brinquedos tinham esse aparelho e ficavam competindo de quem tinha o som mais alto, mais agudo, mais bombado.

O playlist from hell tinha o funk da cachorra, da vadia, do sangue nos zóio, da vaca louca, da gripe do frango e do porco…

Eu mereço!



Bala de Concreto
04/13/2009, 15:48
Arquivado em: Chatice

Estava eu fazendo compras para o domingo de páscoa, pensando em que docinhos comprar.  Olho para o lado e vejo um pacote de balas de chiclé.

734-912

Logo fui tomada por recordações infantis da época escolar, da cantina cheia de doces e de como eu gostava dessa época.

Lógico que eu comprei.

Ao morder a bala, senti um barulho estranho dentro da boca, depois uma dor forte. Perdi meu dente!

E viva as balas de concreto.



Coisas que me tiram do sério!
04/09/2009, 17:44
Arquivado em: Chatice

Criança birrenta chorando em locais públicos. Me dá nos nervos. Elas gritam, berram e batem os pés no chão. A mãe quase sempre não faz nada. Se fosse possível, batia nas duas.

Pessoas que falam  “hã?” ou “oi!?”
Presta atenção pô!

Vizinho com péssimo gosto musical. Será mesmo que estas pessoas não pensam que suas músicas irritam?  O que eu fiz para Deus?

Voz estridente. Quase sempre o dono da voz de gralha fala bem alto.

Sustos idiotas e piadas cretinas de pessoas que eu não tenho  a mínima intimidade. Escuta, te conheço?

Gente que eu não conheço e que já chega beijando, abraçando e me chamando de amiga.  Amiga a PQP.

Música alta no metrô ou no ônibus.
Não consigo entender. Custa colocar a porra do fone? É funk proibido, música gospel e pagodinho meloso. PQP!

Trocar idéia em filas. Olha para frente e presta atenção.

Gente sem assunto que chega para você perguntando se vai chover. E eu lá tenho cara de previsão?

Elevador com várias pessoas. Já reparou que todo mundo fica olhando para cima, para o lado? Ô coisa chata.

Religiosos que batem na porta de casa para me converter.

Pessoas que entram no ônibus e vão procurar o bilhete, o dinheiro ou a carteira. Eu já entro com o bilhete na mão. Aí fica aquele empurra dos infernos. Falta de noção me dá dor de cabeça.

Ter que desviar das pessoas, sou sempre eu. Nego anda na rua pasmando e olhando para cima e sou eu que tenho que mudar meu caminho. Se eu pudesse saia empurrando geral.

Computador lerdo.

Babacas que estacionam torto e ocupam duas vagas.

Flanelinhas. Esses eu tenho vontade de enfiar a mão na cara. Eu coloco o carro na rua e tenho que pagar?

Os carinhas que jogam aquela água suja no vidro do seu carro, mesmo que você coloque os dois braços para fora e grite NÃO, NÃO QUERO.
E fala que você não tem dinheiro?

Gente paga pau, baba ovo e puxa saco.
Isso inclui as garotas novinhas que gritam toda vez que uma banda teen aparece. Se fossem minhas filhas…

Quando te dizem em uma loja “tem, mas acabou”.

Celular com musiquinhas cretinas em locais públicos.

O povo que batuca do meu lado com a mão, caneta, caixa de fósforo e os cambaus. Eu tenho vontade de arrancar o objeto da mão do infeliz e jogar fora.

Baterias que acabam.

Serviços fora do ar.

Telemarketing gerundiano.

Horas que não passam. Amanhã é feriado e quero ir para a minha casa. AGORA!



Funk no Busão
04/03/2009, 17:49
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07 horas da manhã.

Dentro da lotação e com sono, tento não ficar nervosa com as 60 pessoas que se apertam até chegar ao metrô. Algumas não sabem que um sabonete custa menos do que dois reais e misturam no ar um cheiro horroroso, tipo O FRESCOR DO INFERNO.

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Começo a respirar pela boca, para não enjoar e conto até 10.

Quando acho que está tudo bem e que o metrô está chegando, um som no talo começa a povoar a minha mente.

É o funk do busão. Meninos marrudos com seus celulares bacanudos (pelo menos para eles) ficam com o aparato na mão, sem fone de ouvido e eu sou obrigada a entrar no batidão.

Graças a Deus, hoje é sexta.